Interlaken

cidade dos Alpes…
Quando falávamos em visitar a Suíça, referíamos que não poderíamos deixar de visitar Interlaken mas estava complicado adicionar esta visita ao nosso roteiro, até porque não ficava propriamente “no caminho” do  que já estava estabelecido. Mas, quando a vontade é muita, arranja-se uma forma de conseguir… decidimos acordar bem mais cedo do que o previsto e passar em Interlaken antes de seguir para Itália na mítica Rota do Bernina. Apanhámos um comboio em Berna por volta das 3.30h da manhã(não qualquer problema em andar na rua pois, as pessoas levantam-se muito cedo para ir trabalhar) e depois de algumas trocas entre comboios, lá chegámos a Interlaken. 
Para quem gosta de montanha e natureza como nós, é impossível não gostar da magnífica paisagem que esta cidade nos proporciona. Como o tempo disponível não era muito, logo que saímos do comboio, guardarmos as mochilas num cacifo da estação e seguimos a pé em direcção ao topo de Interlaken (Harder Kulm). Ainda pensámos em subir de funicular para rentabilizar o tempo mas como ainda era muito cedo, o mesmo estava indisponível e teríamos que esperar cerca de duas horas para o utilizar. A melhor opção seria subir a pé! Confesso que, contrariamente ao Marco, eu não gosto nada de alturas e prefiro bem mais “um ano à volta do que um mês a direito “, por isso a opção de ir a pé soava-me muito bem. 

Ascensão a Arder Kulm.

Ascensão a Arder Kulm.

Ascensão a Arder Kulm.

Ascensão a Arder Kulm.

 Tínhamos visto uma publicação brasileira que afirmava que subir a pé demoraria cerca de 1h40 e mesmo quando vimos uma placa que referia 2h20, preferimos confiar na primeira versão. O percurso foi muito agradável, dotado de uma paz e um silêncio maravilhosos mas, a pouco e pouco, tornou-se duro, principalmente para quem não está habituado a caminhar em altura… 1h40 depois, o topo da montanha nem sequer era visível! Ainda estávamos para descobrir por que razão haviam referido esse tempo quando as placas indicavam mais.

Placas informativas ao longo do percurso.

Miradouro intermédio, na ascensão a Harder Kulm.

Entretanto, durante o percurso encontrámos um habitante da cidade, possivelmente já reformado, que fazia aquele percurso uma vez por semana durante todo o ano: “esta caminhada faz bem ao corpo e à mente!”, referiu em conversa connosco. Após algum tempo de conversa e até porque tínhamos ritmos de caminhada diferentes, acabámos por nos despedir mas antes perguntámos quanto tempo ainda faltava para chegar ao topo, e ele responde-nos: “cerca de 20 minutos!” mas acrescentou com um sorriso “… para mim, para vocês não me parece!”. Não pelo Marco, que já participou em vários trails e fazia treinos regulares em montanha mas por mim, que apesar de adorar andar a pé, não tinha treino adequado para a subida e devia estar com um ar de quem ia desistir a qualquer momento(era só ar, porque até hoje não me lembro de ter desistido de alguma coisa!). Não terminámos em 20 minutos mas não demorámos muito mais… mal chegámos ao topo encontrámos o mesmo senhor, que se preparava agora para fazer o percurso inverso – descer a montanha. A vista do topo é magnífica e vale muito pena. E, apesar de não ser muito fácil, voltaria a fazer a subida a pé. Teve outro gosto assim. Pudemos respirar o ar puro da montanha durante a caminhada enquanto observávamos a cidade, de alturas e perspectivas diferentes (quando a vegetação permitia). Podíamos ter esperado pelo funicular mas não era, sem dúvida, a mesma coisa!
Ainda no topo, encontrámos uma placa que mencionava o tempo de descida da montanha, a pé: 1h40! Sim, o tempo para realizar a descida e não a subida!

Miradouro de Harder Kulm.

Harder Kulm.

Vista do topo de Harder Kulm.

Café e Restaurante.

Desfrutámos um pouco da paisagem e descemos, agora de funicular pois o tempo estava a esgotar-se e precisávamos apanhar o comboio que, com algumas mudanças no percurso, nos levaria à estação de Chur para o início da Rota do Bernina

A caminho do funicular.

Descida no funicular.

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